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    A Céu Não É O Limite

             Se eu soubesse ser mais paciente, mais feliz, mais expansivo e bem humorado, generoso, espirituoso, empático e simpático, provavelmente eu seria o seu protótipo de pessoa perfeitinha, caberia no seu porta-retrato e iria para o paraíso depois dali. Como se eu acreditasse nisso... Como se eu quisesse ir para lá. Não, não, man! Não acredito no céu. Eu acredito na Céu.



    Escrito por Matheus Alamedas às 9:04:21 PM
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    Mudança de Estação

            Quando Betha declamou Waly ainda era Verão.
           Quando foi a vez do Pessoa e da Clarice, Outono já tinha chegado.

    minha resenha para o show Bethania e As Palavras que assisti no Teatro Dom Silvério, dia 20/03/2011



    Escrito por Matheus Alamedas às 10:52:00 AM
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    Outros Cigarros de Solidão

             Um cigarro é uma solidão. Duas pessoas não podem dar o mesmo trago no mesmo cigarro ao mesmo tempo. Cigarros também servem para aproximar pessoas: pede-se um trago ou um cigarro inteiro, aceita-se, nega-se... Enfim. Quem tem cigarro e não dá a quem pede, não tá afim de muita conversa - guarda pra fumar mais tarde impelindo quem pede a sustentar seu próprio vício. Quem fuma até a metade e joga fora ou passa adiante expontâneamente não tem gula nem avidez - é generoso, mas também perde a melhor parte do cigarro, a mais intensa, que é o final. E quem fuma exclusivamente sozinho? Não fuma em lugares públicos para não correr o risco de ser censurado, incomodado, repreendido ou interrompido, para não incomodar não fumantes nem se irritar com aquele gesto superior dos anti-tabagistas de abanar a fumaça ou dar uma tossidinha nervosa. Fumar sozinho: longos tragos espaçados sentindo o sabor ruim, o prazer ruim, do meio amargo, observando a fumaça azular de cinza o ar. O melhor do cigarro é o final - que às vezes queima sozinho no cinzeiro enquanto as mãos estão ocupadas batendo em teclas.

     

    texto . matheus matheus

    nota . Por incrível que pareça, fiz este texto, que é uma sequência de outro, chamado Cem Cigarros de Solidão, antes da Lei antifumo ser discutida e aprovada em quase todo o país. Sempre me indignei com atitudes exclusoras como esta, e também a do cinema norte-americano, de associar a imagem do cigarro aos vilões. Recentemente, encontrei vários motivos para tornar este texto público, uns bons, outros nem tanto, entre eles, um cigarro que me foi pedido por Bartolomeu de Queiroz e uma discussão besta que tive com uma amiga antitabagista.



    Escrito por Matheus Alamedas às 4:03:11 PM
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