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BRASIL, Sudeste, dogviLLe, soledaD, Homem, de 20 a 25 anos, French, Portuguese, Arte e cultura, Música
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    Ta-hi (Pra você gostar de mim)

            Frias são as coisas nas quais eu piso, frio. Coisas que ingiro. Coisas que engulo e depois vomito. De uma forma ou de outra, vou por aí. Tomando, sempre. Ultra-eu? Nunca-tu! Nunca-nós. SuperEU. Superoito. Superoutro. Otto e mezzo. Saio daqui carregado ou vou tropeçando nestas pedras. Vexame ambulante. Avante! Avante! E o horizonte, tal qual meu coração descompassado, cada vez mais vão, cada vez mais distante.

            Minuano gelando, e eu escutando as pessoas cantando do lado de fora de mim. Às vezes viver, para mim, é como se eu estivesse dentro de um cinema contemplando a tela. Como num filme sem fim. Me distancio e prefiro não participar. Para não atrapalhar a ordem natural da cena. Se alguém for afinado o suficiente para cantar algo que me chame, eu vou e canto junto.

            Você que não avalisa a possibilidade do que eu tenho a dizer ser mais importante do que você tá dizendo, continue surdo (a) como todos. Eu, continuo insistindo em interromper em voz baixa.

             Assistir a tudo impassível, distante. Vento gelado que sopra vezenquando a sudoeste.

             Tudo já foi escrito? Tudo já foi descrito? Devidamente catalogado? Eu tenho mesmo que inventar alguma novidade? Ou destruir as que já foram inventadas?


    [Cada parágrafo foi escrito num momento de uma mesma semana que passei em Lavras Novas, e, se desenvolvidos, poderiam originar textos completamente diferentes e talvez muito bons. Como minha paciência ultimamente anda quase tão escassa quanto meu tempo, resolvi publicá-los assim mesmo para esvaziar a memória do celular onde os escrevi.]



    Escrito por Matheus Alamedas às 4:32:46 PM
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    Para Pessoa Bárbara Altamente Inspiradora

            "E, nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos", arranhando entre outras coisas, minhas narinas, meus discos e minha escrita, cada vez melhor, cada vez mais rara, cada vez mais mel. Liquida segredos. Ainda que no adiante haja previsão de maca & ressaca homéricas. Hoje, quando a gente se despediu, deu vontade de chorar como há muito eu não chorava. Mas reprimi. Chorinho, eu reprimo porque é limpo, salgado feito mar. Gozo e vômito, não.

    citação . TV, Legião Urbana



    Escrito por Matheus Alamedas às 8:44:07 PM
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