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    Crônicas de Lan


    À Milanesa

    Meu pezão espraiando-se dentro d'água gelada
    Logo após, envolvido pela quente terra branca - vulgo areia de água doce.

    Meu pezinho de bolinho à milanesa.



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 5:57:54 PM
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    Das Letras

            São Thomé dos caminhos desconhecidos das saídas triunfais das trilhas de terra fininha vermelha das trilhas sonoras das pedras dos cachorros de pelo brilhoso das catarses renovadoras dos atendimentos emergenciais dos risos fugazes das gargalhadas que ecoam dos ecos das vassouras das bruxas dos animais curtidos nas cachaças dos beatles dos besouros dos extraterrenos dos intraterrenos dos cavernosos dos leitores de Clarice dos fãs de pós-punk dos hipsters que ainda não chegarão a assistir Hair mas chegarão da cerva da erva da água límpida que passarinho bebe e também da outra água que perde um pouco da sua transparência com mel ou limão ou ambos do vinho seco misturado ao tinto dos seres elementares dos odores das folhas das lendas do turbilhão do torvelhinho do redemoinho do cão de nós que fomos da gente que vai desta canção de coração



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 2:49:20 PM
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    Das Pedras

              O modo como me movo lentamente nas pedras escorregadias é parecido como o modo como me movo na vida, dentro dos universos que frequento. Escorrego sem cair - patinação em gelo áspero. A séria concentração estabanada e delicada a que me proponho. Propósito único: não me deixar quedar. A forma sutil, agressiva, eficaz e não-verbal com que me comunico com a natureza que me interessa, ou seja, a dos homens, não tem palavras. Isto aqui é só distração consciente perto daquilo.



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 12:06:07 PM
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    Em Oliveiras [Pontue como quiser]

    na madruga de cerração
    quem não fuma concretiza
    o sonho ideal reprimido
    de soltar fumaça pela boca



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 4:13:28 PM
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    hai-kai #24

    aos meninos
    mino mimos
    clandestinos



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 5:08:15 PM
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    Pode acreditar [Verso Encruzilhado]

    São Thomé
    Me Chapou
    Das Letras
    De Cara



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 3:35:35 PM
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    Anagrama

    Nem sei direito
    Se partir seria solução
    Ir e voltar e ir e voltar e ir e ir
    Tem me deixado exausto

    Eu queria mesmo era parar dentro dum espaço amplo
    [Avesso de paletó de madeira]
    E me mover eternamente etéreo
    Dentro do tempo templo
    Desta ilha que desconheço
    :
    Eu
    & os monstros que invento.



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 1:48:08 PM
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    Na condução

            Viver o ocaso com a mesma intensidade da ventura sem se deixar quedar. Não se deixar abalar nem pela alegria, que passa, nem pela tristeza, que também passa. Ter um termo de conduta, e somente conforme ele caminhar, independente da estrada que se resolver escolher à revelia do instante. Ter ritmo, ter passo firme como aperto de mão entre homens. Sem perder, no entanto, a flexibilidade. Andar é balé de improviso, estreia contínua. Entranhar-se no cotidiano sem deixar de flanar, flabelar, reinventando-o continuamente. Reinventar - tarefa obrigatória de ser humano.



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 4:10:00 PM
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    Poema?

    Outra vez
    Nesta mesinha redonda:
    Extremo oposto -

    Antes noite & vodka
    Agora manhã e & café
    Agora cabelos molhados & vento frio

    Limpo meu coração
    De qualquer Efestião



    Escrito por Ornitorrinco Junkie às 4:02:17 PM
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