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    Crônicas de Lan


    Deus Vos Salve Esta Casa Santa [em memória de Torquato Neto e Ana Cristina César]

            Caco de vida, cabo do medo. Minha vida: minhas joias preciosas que vão perdendo o valor. Para os outros, somente para os outros. Ares vulgares aprendi a respirar sem, necessariamente, compactuar com  a falta de perfume. A postura! Atenção para a postura! O público paga é pelo frescor. Respiro entediado. Billy Elliot transgredido que sou, tento não perder a leveza. Tento praticar o meu ofício sem me preocupar muito bem se algum dia ele funcionará como ganhapão ou não. Mas o mundo às vezes pesa.

            - Com licença, por favor. Você poderia abaixar só um pouquinho o volume desta tua maldita máquina de escrever? É que está quase na hora dos cães do vizinho uivarem e eu preciso escutar...

            - Não tem como abaixar o barulho das teclas, não senhora. Mas eu posso parar de escrever. Continuo amanhã, não tem problema. Continuo amanhã. Não vai ser a mesma coisa, mas agora já não faz muita diferença.

             - Ah... Me desculpe. Com licença, me desculpe. Foi engano...

             - Agora já não faz muita diferença mais. Eu me desconcentrei de mim mesmo e nem me lembro bem o que tava escrevendo. Minha memória é pouca.

             Direi cada vez menos. Escreverei cada vez mais. Na medida do impossível - quando der. Quando for conveniente não, porque não escrevo por conveniência. Quero viver, ao invés de sobreviver. Eu: de mãos macias e abraço partido. De viés. Eu: riso torto feito careta e gargalhada boba feito soluço. Gestos irreversíveis.

             Ternura e paz? Jamais.

              EXTRA! EXTRA! : Artista completo voou pela janela esquecendo-se que não tinha asas. Não aguentou o peso dos próprios versos e quis dar um rolé pelo ar. Bravo e corajoso! Não fugiu de nada - encarou a janela do apartamento como uma vida toda branca pela frente. Sem nada: descanso tropical. Ninguém percebeu a massa sangrenta esborrachada no chão até o cheiro podre de morte começar a incomodar. Estavam muito ocupados com o resultado do jogo do braZiL.

    texto . matheus matheus
    alusões . stephen daldry e pedro almodóvar
    citações . Non, Je Ne Regrette Rien; Bailarina; Sereníssima; A Teus Pés; Deus Vos Salve Esta Casa Santa [Michel Vaucaire / Matheus Matheus / Renato Russo / Ana Cristina César / Torquato Neto / Caetano Velloso]



    Escrito por Matheus Matheus às 4:24:27 PM
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    A Palo Seco

    Um tango argentino
    Me vai bem melhor
    Que um blues.

    João Cabral: sem música.
    Belchior: sem pauta.

    Eu: sem dentes.



    Escrito por Matheus Matheus às 12:34:23 PM
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    Na Batucada da Vida

            De cachaça em cachaça vou vivendo, em meu ritmo cambaleante e disparatado. Pejado de poeira. Da Heineken e do Bukowski nosso de cada dia!



    Escrito por Matheus Matheus às 4:11:21 PM
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    :

             Quanto menos notoriedade eu tiver, mais liberdade terei para criar. Não quero fama, valeu, muito obrigado pela oferta. Agora, ser lido,aí, já é outra história. Isto quero sim. E muito!



    Escrito por Matheus Matheus às 7:36:26 PM
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    Tudo

                Eu que, além de ser eu, sou meu pai e sou meu filho, e também meu irmão e meu amigo e meu inimigo e aquele que me é desconhecido. Eu que acendo a brasa de um cigarro, fumo até a guimba e apago. Eu que fico dentro de mim a maior parte do tempo mas uma hora saio para um breve passeio. Eu que flutuo: apogeu. Eu que caio: declínio. Eu que só me ganho quando me perco. Eu que levo tombos horríveis mas não me fraturo. Eu que não saio no braço com ninguém mas entro com a palavra abundante e, para muitos, irritante. Eu que me esqueço do todo e me recordo apenas de fragmentos - minha memória aos pedaços, bem como a forma como escrevo. Eu que me despeço chorando porque sei que quando retornar estarei mudado. Eu que tenho o riso bobo parecido com soluço. Eu que quando me emociono faço o possível para que as lágrimas não transbordem - e este esforço é o brilho nos meus olhos. Eu que encaixo minha visão nestas imagens fixas ou móveis, encaixo minha mão na caneta tinteiro e encaixo nestas linhas as palavras. E antes destas frases serem frases foram sentimentos, pensamentos, acontecimentos que vivi, e também sonhos, pesadelos, alucinações que tive. O fácil não interessa - o fácil é falso. Beleza. Terror & beleza. Terror. Eu que nem sempre me encaixo onde deveria, mas que faço o melhor que posso com a minha exuberância de junhos acumulados.

    texto . matheus matheus com citação de Sereníssima de Renato Russo



    Escrito por Matheus Matheus às 7:21:44 PM
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