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    carnaval no Japão:


    Control Z, de Érika Machado + Cecília Silveira

    Você vê
    As pingas que eu tomo

    Mas meus tombos não



    Escrito por Matheus Matheus às 2:41:15 PM
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    Auto da Mureta

    As visões privilegiadas...
    Você,
    metendo a mão branca na bermuda preta.
    Eu,
    em cima da calçada.



    Escrito por Matheus Matheus às 4:43:21 PM
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    assalto [OU] cantada

    Eu desejo tua boca como um trombadinha anseia por uma carteira bem recheada.



    Escrito por Matheus Matheus às 9:17:06 AM
    [ ] [ ]



    poema power [OU] lixo poliscriptumm

    dando uma de clara
    dando uma de clara averbuck
    dando uma de roberto piva
    dando uma de piva
    dando uma
    dando um

    a ver:

    entender
    explicar
    nada

    como não usar papel?
    sempre restam umas gotinhas...
    underground

    vamos jogar dama
    no chão xadrez
    branco & preto

    passos dessa estrada
    eu olhando com cara de catuaba
    as dancinhas e as risadas

    não me incomodo com nada
    assisto a tudo como se assistisse a um filme
    mas me reservo
    no direito de atuar passivamente

    no direito de não dançar
    ou talvez esteja dançando sempre
    uma não-dança muito minha

    já a música é outra e-stória
    esta urge dentro de mim
    grita

    desafino amor
    afiando meu instrumento

    dizque fui por aí
    dizque quando a pessoa não dança ela é ruim da cabeça ou doente do pé
    eu sou os dois mas gosto de samba

    açaí guardiã?
    tô preferindo graveola
    lis

    melodia olha tanto para o público quando canta
    pisando de tamanco em nossos corações duros


    ah... pequenas coisas que valem mais!
    quero todas!

    sem medir meus passos

    aquela que ele não cantou:
    "eu comunico, não peço
    espero que neste universo-alguém
    (...)
    faço de mim o que posso e de vocês qualquer troço pra resolver"

    ultimamente tenho estado tão roupaneutra
    e vontade de abraçar a juliana perdigão
    mas tô numa pose que nem eu mesmo me suporto

    a coisa mais triste do mundo é a velhice

    o nome do meu penteado é Escravo Fugido ou Louco Varrido
    mambembe
    gitano

    barro da terra

    o povo não fica quieto mesmo
    só quer saber de ir de cá para lá
    a voz de deus pisando em minhas unhas encravadas

    lorena:
    mesmo branca
    morena.

    não esquecer neologismo de lorena:
    veiêra
    [significado será clarecido posteriormente, ou não]

    roda
    makossa

    a mulher que fez

    ah! clarecendo outra coisa: eu mexendo no meu celular com líquen roxo no visor
    não tava jogando nem ligando
    tava mas era começando a escrever isto aqui

    o homem que fez



    Escrito por Matheus Matheus às 12:07:56 PM
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    Hora de Estrela

            As pessoas quando morrem viram estrelas ou personagens. Quando eu morrer, serei só minhas letras e umas fotos. Morro não, viu?



    Escrito por Matheus Matheus às 8:53:51 AM
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    Coletânea [Para Fábio Moreira]

    Assim como nos presenteávamos com sequências encantadas em fitas de áudio, Fabão agora copia arquivos sonoros que tocam direto lá dentro do meu coração.



    Escrito por Matheus Matheus às 10:16:20 AM
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    Eu Vanusa

    De cada morto herdarás só o cinismo

    (...)

    Abismo quica vaste com teus pés



    Escrito por Matheus Matheus às 8:25:36 AM
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    1979

            Adolescer lindo, misterioso, confuso na vida. Que viagem, viajem: os pequenos delitos, as festinhas lotadas em ambientes apertados/aconchegantes, hi-fis cada vez mais concentrados... Consumir alto teor de vida em curto espaço de tempo. As fugas inesperadas, viço luzidio do desejo, as descobertas intermináveis, uma nova espécie no outro, acelerar de coração.
            Ah... Há também a Melancolia & a Infinita Tristeza Infinitiva. Reparar nos outros o que já fui. Assim mesmo, só que diferente.
            Hoje canto no banco traseiro de um carro em movimento sem destino certo, flanando nesta obscura noite gélida. De onde canto eu sei muito bem como foi e como é isto tudo... Ou não sei nada, é só impressão. Esta merda de sentimentalismo barato que me assola por inteiro e que é tão bonito.

    [1979 é uma música e um dos videoclipes mais lindos da Smashing Pumpkins] [o texto é meu]



    Escrito por Matheus Matheus às 8:45:10 AM
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    O meu direito começa quando acaba o do outro.

    Quem não fuma não é obrigado a fumar!

    E quem fuma?
    É obrigado a não fumar?



    Escrito por Matheus Matheus às 8:56:15 AM
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