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    carnaval no Japão:


    Show em BH da melhor banda do mundo

    Domingo! 15 horas! Praça da Pampulha (igrejinha)

    SET LIST DO SHOW

    (Não necessariamente nesta ordem)

     

    1 - Mamã Papá

    2 - Perdendo Dentes

    3 - 30.000 Pés

    4 - Anormal

    5 - Imperfeito

    6 - Antes Que Seja Tarde

    7 - Eu

    8 -  Canção Pra Você Viver Mais

    9 - 2 Malucos

    10 - Made in Japan / Capetão 66.6 FM

    11 - Um dia, um ladrão

    12 - Ando Meio Desligado

    13 - Gimme 30

    14 - Tudo vai ficar bem

    15 - Sobre o Tempo

    16 - Woo!

    17 - Depois

    18 - Uh Uh Uh Lá Lá Lá ié ié



    Escrito por Matheus Matheus às 3:42:21 PM
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    Indução Poética

         Ultimamente, nos momentos mais inesperados, costumo sacar um certo livro amarelo-mel de minha bolsa e, oferecendo-o como se traficasse algu'a substância ilícita e subversiva ou cafetinasse corpos jovens e gostosos, sugiro: "Toma. Abre em qualquer página e lê o primeiro verso onde teus olhos pousarem, em voz bem alta, como um fanático religioso ora, com sirene na garganta. É pelo desespero e pela surpresa que vivo.

         Escrever é meu ofício, contínuo exercício indispensável que, para mim, só se compara a respirar. Ler é por puro prazer que faço, só assim acho válido. À força de obrigação, jamais.



    Escrito por Matheus Matheus às 2:32:55 PM
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    Marcos contra o gilete



    Escrito por Matheus Matheus às 4:54:52 PM
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    Para Ângela Ro Ro



    Escrito por Matheus Matheus às 2:43:15 PM
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    Vamos lá... vamos lá...



    Escrito por Matheus Matheus às 3:08:51 PM
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    Nara Leão por Luis Antonio Giron

    Nara Leão nunca desejou ser musa nem lenda. Agiu segundo sua própria consciência, não fez concessões a ideologias ou ao mercado. Retirou-se do glamour da mídia. Só participou desse glamour enquanto ele serviu como veículo de suas idéias musicais. A voz suave e a interpretação clarividente criaram uma arte atemporal, que pode ser confundida com objeto anacrônico. E é, na medida em que anacrônico possa significar aversão pela descartabilidade, coerência e honestidade a qualquer custo. Essa postura está completando em 1988 seu jubileu de prata.

    As canções, sambas e bossas novas cantadas um dia por ela, ganham sabor com o curso dos tempos. Sua sutileza não se esgota em uma ou duas gerações. Ouvida hoje, Nara é tão presente quanto há 25 anos. Hoje ela é uma outsider na corrente principal da Música Pop Brasileira. Curiosamente, participou dos dois únicos movimentos de ruptura na tradição sonora nacional - a Bossa Nova e o Tropicalismo. Esse desejo de atuação na vanguarda estética provocou pequenas revoluções no interior do seu trabalho.

    Musa da bossa nova de 1957 a 1963, ela recebia os músicos do movimento em seu apartamento em Copacabana e interpretava standarts do gênero. No fatídico 1964, porém, ela sentiu que deveria alterar a imagem. Lançou seu primeiro LP, Nara (selo Elenco), para lançar luz sobre sambistas até então ignorados como Zé Keti, Cartola e Elton Medeiros. Os bossa-novistas ortodoxos torceram o nariz. No mesmo ano ela optaria pelo engajamento político e lançaria o disco Opinião de Nara (Phillips). Ampliaria os pressupostos políticos do disco em dezembro daquele ano, estrelando o célebre show Opinião, dirigido por Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri, ponta-de-lança da emergente canção de protesto. Defendeu A Banda de Chico Buarque de Hollanda em 1966 no II Festival da Música Popular Brasileira.

    Estava no ápice da fama, mas não se acomodou. Em 1968 ela se incorporava ao movimento tropicalista, gravando o LP Tropicália ou Panis et Circensis com Caetano, Gil, Gal, Tom Zé e Os Mutantes. Não deixava, porém, de alimentar amor por Ernesto Nazareth e velhos standarts da bossa nova. Viveu em Paris entre 1969 e 1971. O exílio voluntário proporcionou a primeira retrospectiva de carreira, o LP Dez Anos Depois (Polydor). Voltou ao Brasil em 1972 para reintegrar-se - agora com discrição - à música brasileira.

    Grava exparsamente, mas o que grava soa fundamental, alicerce seguro para futuras interpretações. O mesmo desejo de ação levou-a a se afastar da histeria do Grand Monde. Percebeu que a feira das vaidades não leva a lugar algum. A Nara da bossa nova, a tropicalista, a engajada e a saudosista enfeixam-se na mesma voz, no mesmo jeito de interpretar. Seu canto suave resgata o ouvinte do inferno do mundo contemporâneo e finito. Leva-o ao nirvana da arte pela arte. Isso ainda é bossa nova, embora não tão muito natural.

    Texto de Luis Antonio Giron, para contracapa do LP Personalidade, The Best of Brazil, com dezesseis músicas significativas na carreira de Nara Leão.



    Escrito por Matheus Matheus às 3:39:20 PM
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    Tchau? Tô indo! Já fui...



    Escrito por Matheus Matheus às 3:20:07 PM
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    Dalva de Oliveira por Hermínio Bello de Carvalho

    Dalva de Oliveira é uma das grandes estilistas de nosso tempo. Com seus falsetes e estridências, ela vem há muitos anos compondo seu mundo de espantos e agressões. É dessas intérpretes que não se incomodam de nos arranhar, de nos dizer as vulgaridades e os desacertos do amor; e que costuma ferir-se no chão mais crespo da canção, oferecendo-nos em desafio a paisagem desabusada e desalentadora de todos os sentimentos componentes da paixão: a culpa, o fracasso, a frustração, o remorso. Seu temperamento, que a muitos desassossega, é talvez sua força mais ampla: ela se furta à lágrima e ao desprezo para se comunicar com seu público. Nisso tudo vai uma grandeza enorme, que não é muito aceita por certos puristas e por aquela faixa de gente que se interessa tão-somente pela música descompromissada, que acha cansativo isso de reconhecer como dói a vida, que tantos espinhos vive nos cravando. Mas é um fatalismo irrefutável: mesmo esse público terá um dia seu encontro com Dalva. Por tudo isso, ela não é uma intérprete que pertença a uma determinada geração. Ela faz parte da própria história e cultura do nosso país, ainda que se reconhecendo a diversidade de planos de vôos. Mas Dalva permaneceu sempre fiel aos seus sentimentos de grande intérprete, aos roxos da violenta paixão que desencadeia em cada minuto de sua vida, morrendo a cada instante em que, feito ácido, se queima perante um mundo que - convenhamos - só lhe tem sido azedo.

    Ela canta as coisas mais simples do cotidiano. Igual a Piaf, ela se lixa e se crispa e se carboniza nos espinhos da canção, ela comparece de rosto esbofeteado perante as pequenas ou grandes comoções que, bem ou mal, fazem parte do nosso desintegrante mundo.

     

    Texto de Hermínio Bello de Carvalho para o LP "É tempo de Amor", de Dalva de Oliveira, 1968



    Escrito por Matheus Matheus às 2:32:26 PM
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