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    carnaval no Japão:


    Esta é a Lulina!



    Escrito por Matheus Matheus às 9:45:09 AM
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    Aquele Abraço

    Tudo é fácil, nada é complexo.
    Tudo é pago, fogo-fátuo sem nexo.
    Sem baía nem meu deus nem régua nem compasso.
    Quem sabe de mim?
    Hum...
    Aquele abraço!



    Escrito por Matheus Matheus às 1:33:36 PM
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    CéU

           Comprei um óculos que deixa o céu mais azul para "minha retina tão fatigada". E nesta sexta nem vou poder ir ao show da Céu... Vou ficar tomando suco de Graveola e lendo Virginia.



    Escrito por Matheus Matheus às 2:47:40 PM
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    Texto de Caio F. Abreu

    "Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)



    Escrito por Matheus Matheus às 9:50:05 AM
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    Noite Feliz

    E o que mais eu poderia esperar do lançamento do segundo disco da Érika Machado? Expectativas mais que superadas!



    Escrito por Matheus Matheus às 8:02:02 AM
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    Meu Discursinho Medíocre

           Se eu não chapasse o meu melão, minhas palavras seriam mais cândidas, mais puras - eca! O que eu diria seria menos promíscuo mas, com certeza, não mais inteligente. Que eu queimo meus neurônios irreversivelmente como bem entendo. Isto nem faz de mim mais burro. Lers fleurs du Mal, baby... Me cita um artista autêntico que nunca levou um tombão feio? Desses de dar com a cara no chão mesmo. Alguns até sorriem se contorcendo de dor... [homenagem à Renato Manfredini Jr quando criança] É como se dissessem: "eu sou mais forte que eu" (Clarice Lispector). Eu sei que é muito triste ter vícios e todo o blá blá blá que já ouvi incontáveis vezes... Eu realmente sei disto. Não preciso que ninguém fique me lembrando dos vexames da noite anterior. Porra, sou um neurótico-depressivo que não consegue se controlar direito. Tá bom, eu já sei. Mas, não acha que tá na hora de beber mais uma saideira? Vai me afetar? Talvez... Como diria Haya é pelo risco que se vive. E a dica de Neil Young no bilhete de suicídio de Kurtd Kobain é incontestável: "É melhor queimar-se inteiro do que ir apagando-se aos poucos." Tanta gente que não usa nada e é quase que completamente idiota... "Eu bebo sim, tô vivendo." Até que meu mundo caia ou até que o mundo dos outros se acabe.



    Escrito por Matheus Matheus às 2:02:16 PM
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    e por falar em porto alegre...

    Remissivo, Índice
    por Caio Fernando Abreu:

    Abreu, Zaél
    Adorno, Vicente
    Amaral, Maria Adelaide
    Andersen, Hans Christian
    Arantes, Guilherme
    Arroyo, Stephen
    Barbosa, Sonia Maria
    Barroso, Julio
    Bender, Ivo
    Bender, Maria Emilia
    Bernardes, Orlando
    Bertoni, Mario
    Blanc, Aldir
    Borges, Jorge Luis
    Bowie, David
    Brecht, Bertold
    Buñuel, Luis
    Carlos, Roberto
    Cicero, Antonio
    Cortázar, Julio
    Curi, Celso
    Dellaney, Shellag
    Dussek, Eduardo
    Eliot, T. S.
    Fagundes Telles, Lygia
    Fassbinder, Rainer Werner
    Fernandes, Carlos Alberto
    Figueiredo, Mônica
    Fiorillo, Maria Pacheco
    Fitzgerald, F. Scott
    Fonseca, Rubem
    Fusco, Tânia
    Gabeira, Fernando
    Gandara, Nello Pedra
    Galvão, Patrícia
    Gil, Gilberto
    Góes, Luiz Carlos
    Grosca, Úrsula
    Gullar, Ferreira
    Hatoum, Milton
    Hayat, Michel
    Hayat, Rosa Avelina
    Hemingway, Ernest
    Herzog, Werner
    Hilst, Hilda
    Jardim, Rachel
    Jorge, Maria Clara
    Joyce, James
    Lehman, Rosamond
    Lispector, Clarice
    Lopes, Ruy Fontana
    Lorca, Federico García
    Luft, Lya
    Maciel, Antonio Carlos
    Magliani, Maria Lidia
    Márquez, Gabriel García
    Medeiros, Maria da Graça
    Melodia, Luiz
    Moraes, Reinaldo
    Morais, Vinicius de
    Neto, Simões Lopes
    Neto, Torquato
    Neves, Ezequiel
    Nin, Anais
    Nisemblat, Cecilia
    Nogueira, Nilcéia
    Noll, João Gilberto
    Nunes, Ana Flora Loureiro
    Pakula, Alan J.
    Penido, José Márcio
    Plath, Sylvia
    Rocha, Glauber
    Roessner, Judith
    Rodrigues, Nelson
    Salinger, J. D.
    Sena Madureira, Pedro Paula de
    Stein, Gertrude
    Styron, William
    Teixeira, Renato
    Vallejo, César
    Vargas Llosa, Mario
    Velloso, Caetano
    Violla, J. C.
    Woolf, Virginia

     



    Escrito por Matheus Matheus às 9:40:13 AM
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    Finado!?

     Que belo estranho dia...

     Não bater botas antes de ler todos os livros que tenho querido ler!
     Não esticar canelas antes de ouvir pelo menos oito vezes cada disco que amo escutar!
     Não vestir paletó de madeira antes de degustar as melhores cenas dos melhores filmes atemporais que foram feitos e também dos que ainda serão feitos.
     E dança... e teatro... e exposições... todas as exposições... menos as de gado.

     Terei tempo de escrever tudo o que tenho para escrever?
     Por obrigação e por prazer
     Exijo um sim do universo.

     Me segura - não solta da minha mão.

    apropriações/aparições: Roberta Sá,  Hilda Hilst, Waly Salomão e Marcelo Camelo.



    Escrito por Matheus Matheus às 3:19:07 PM
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    Control Z, de Érika Machado + Cecília Silveira

    Você vê
    As pingas que eu tomo

    Mas meus tombos não



    Escrito por Matheus Matheus às 2:41:15 PM
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    Auto da Mureta

    As visões privilegiadas...
    Você,
    metendo a mão branca na bermuda preta.
    Eu,
    em cima da calçada.



    Escrito por Matheus Matheus às 4:43:21 PM
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    assalto [OU] cantada

    Eu desejo tua boca como um trombadinha anseia por uma carteira bem recheada.



    Escrito por Matheus Matheus às 9:17:06 AM
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    poema power [OU] lixo poliscriptumm

    dando uma de clara
    dando uma de clara averbuck
    dando uma de roberto piva
    dando uma de piva
    dando uma
    dando um

    a ver:

    entender
    explicar
    nada

    como não usar papel?
    sempre restam umas gotinhas...
    underground

    vamos jogar dama
    no chão xadrez
    branco & preto

    passos dessa estrada
    eu olhando com cara de catuaba
    as dancinhas e as risadas

    não me incomodo com nada
    assisto a tudo como se assistisse a um filme
    mas me reservo
    no direito de atuar passivamente

    no direito de não dançar
    ou talvez esteja dançando sempre
    uma não-dança muito minha

    já a música é outra e-stória
    esta urge dentro de mim
    grita

    desafino amor
    afiando meu instrumento

    dizque fui por aí
    dizque quando a pessoa não dança ela é ruim da cabeça ou doente do pé
    eu sou os dois mas gosto de samba

    açaí guardiã?
    tô preferindo graveola
    lis

    melodia olha tanto para o público quando canta
    pisando de tamanco em nossos corações duros


    ah... pequenas coisas que valem mais!
    quero todas!

    sem medir meus passos

    aquela que ele não cantou:
    "eu comunico, não peço
    espero que neste universo-alguém
    (...)
    faço de mim o que posso e de vocês qualquer troço pra resolver"

    ultimamente tenho estado tão roupaneutra
    e vontade de abraçar a juliana perdigão
    mas tô numa pose que nem eu mesmo me suporto

    a coisa mais triste do mundo é a velhice

    o nome do meu penteado é Escravo Fugido ou Louco Varrido
    mambembe
    gitano

    barro da terra

    o povo não fica quieto mesmo
    só quer saber de ir de cá para lá
    a voz de deus pisando em minhas unhas encravadas

    lorena:
    mesmo branca
    morena.

    não esquecer neologismo de lorena:
    veiêra
    [significado será clarecido posteriormente, ou não]

    roda
    makossa

    a mulher que fez

    ah! clarecendo outra coisa: eu mexendo no meu celular com líquen roxo no visor
    não tava jogando nem ligando
    tava mas era começando a escrever isto aqui

    o homem que fez



    Escrito por Matheus Matheus às 12:07:56 PM
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    Hora de Estrela

            As pessoas quando morrem viram estrelas ou personagens. Quando eu morrer, serei só minhas letras e umas fotos. Morro não, viu?



    Escrito por Matheus Matheus às 8:53:51 AM
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    Coletânea [Para Fábio Moreira]

    Assim como nos presenteávamos com sequências encantadas em fitas de áudio, Fabão agora copia arquivos sonoros que tocam direto lá dentro do meu coração.



    Escrito por Matheus Matheus às 10:16:20 AM
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    Eu Vanusa

    De cada morto herdarás só o cinismo

    (...)

    Abismo quica vaste com teus pés



    Escrito por Matheus Matheus às 8:25:36 AM
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    1979

            Adolescer lindo, misterioso, confuso na vida. Que viagem, viajem: os pequenos delitos, as festinhas lotadas em ambientes apertados/aconchegantes, hi-fis cada vez mais concentrados... Consumir alto teor de vida em curto espaço de tempo. As fugas inesperadas, viço luzidio do desejo, as descobertas intermináveis, uma nova espécie no outro, acelerar de coração.
            Ah... Há também a Melancolia & a Infinita Tristeza Infinitiva. Reparar nos outros o que já fui. Assim mesmo, só que diferente.
            Hoje canto no banco traseiro de um carro em movimento sem destino certo, flanando nesta obscura noite gélida. De onde canto eu sei muito bem como foi e como é isto tudo... Ou não sei nada, é só impressão. Esta merda de sentimentalismo barato que me assola por inteiro e que é tão bonito.

    [1979 é uma música e um dos videoclipes mais lindos da Smashing Pumpkins] [o texto é meu]



    Escrito por Matheus Matheus às 8:45:10 AM
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    O meu direito começa quando acaba o do outro.

    Quem não fuma não é obrigado a fumar!

    E quem fuma?
    É obrigado a não fumar?



    Escrito por Matheus Matheus às 8:56:15 AM
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    KOBUNE

    sOBRE O MAR, CASAS FLUTUANTES SE MOVEM ENFEITANDO A VISTA.
    a VIDA TAMBÉM É ESTE INCESSANTE DESLIZAR.
    cALMARIA.
    tEMPESTADE.
    cALMARIA.
    aTÉ A EMBARCAÇÃO AFUNDAR.



    Escrito por Matheus Matheus às 4:33:42 PM
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    Menage a Trois

    Foi igual a atrás do amário
    E ao mesmo tempo ao contrário



    Escrito por Matheus Matheus às 3:47:37 PM
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    Santa Chuva

    A primeira chuva da primavera
    é sagrada: permite que as
    flores que ainda não desabrocharam
    se abram em plenitude de cor e
    perfume.



    Escrito por Matheus Matheus às 8:55:34 AM
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    noir no ar

             As cenas que vivemos, se vistas na tela grande, não pareceriam reais. Sinopse do nosso enredo: musical dos anos trinta com trilha pós-punk e pitadas generosas de comédia, drama, aventura, terror, erotismo e todo e qualquer gênero de título cinematógrafico - incluindo os que não foram inventados ainda. A vida é rica. Basta olhar continuamente para ela com a mesma atenção e dedicação que se dispensa a um filme bom pelo qual se interessa.



    Escrito por Matheus Matheus às 3:06:08 PM
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    Sem Título [de Marcos Assis]

     

    e ao som de ângela ro ro, vendo as nuvens do meu dia se desfazerem aos poucos num beijo longo, no edifício maletta de sempre (na área residencial raramente). cursivo como sempre, não não me livro disso.

    respiro amigos no fundo, não livre das minhas inconveniências

    desejo desejos antigos, que no fundo, não me livram dessa vontade blue de viver musicalmente.

    vendo as cismas de meus últimos dias começarem a ir embora, mas não saem completamente: esse texto na minha cabeça não deixa.

    eu sempre tinha muito mais coisa a dizer, mas nada é feito plenamente. da última vez que eu enrolei para ir embora você pegou um resfriado | hoje poderia acontecer alguma coisa pior.

    eu digo boa noite | você sussurra boa noite

    eu ao som da mesma ângela. antes que chegue na parte chata* tenho que sair dali

    *eu estava lá no dia do show que passa na TV

    eu ouvi sua voz lá de baixo

    eu cumprimento novamente o cara do elevador, e agora falta menos tempo ainda pra ele largar serviço

     

     



    Escrito por Matheus Matheus às 10:14:30 AM
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    Imagem de Ana F. [Texto de Ana F.]

    O que me faz bem são as folhas e suas nervuras
    A luz que confunde e define tudo
    As fotos das bicicletas
    Os passeios dos meninos observando os cavalos
    Coluna dói, mas é bom
    Músculos retesados só provam pro mundo que eu valho

    Alguma coisa
    Qualquer moeda
    Eu sirvo para salvar alguém

    21/07/009, Terça-feira, 2 dias depois

    Mais Ana F. em: www.ornitorrincodefenestrado.blogspot.com



    Escrito por Matheus Matheus às 4:00:07 PM
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    As Cores Bonitas [Interferência de Luana Lorelay sobre Letra&Música do Bidê Ou Balde]



    Escrito por Matheus Matheus às 11:24:45 AM
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    Noite Nostalgia [de Vilma Silvinha]

    A noite é um livro fechado
    com capa de veludo,
    as estrelas são contas
    e contos brilhantes;
    abajur ligado.

    Eu ainda não sonho
    nem tenho companhia -
    noite nostalgia.



    Escrito por Matheus Matheus às 2:19:37 PM
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